Um recanto de Portugal com oito séculos da nossa História

Que tarde fantástica nas Marinhas de Sal de Rio Maior! Têm uma história absolutamente fascinante que começa, como nossa, em 1177.
O lugar é mesmo mágico e reporta-nos, sem dúvida, para outras épocas.
No sopé da Serra dos Candeeiros, a apenas três quilómetros de Rio Maior, encontramos talhos feitos de cimento e pedra onde a água, sete vezes mais salgada que a água do mar – retirada de um poço e oriunda de uma mina de sal-gema muito extensa e profunda, atravessada por uma corrente subterrânea – repousa, exposta ao sol e ao vento.
Graças ao processo de evaporação é obtido o sal que é colocado em montes, num formato de pirâmides, para secar.
Sabiam que os homens que trabalham nas salinas são marinheiros? O que eu aprendi!
Isso e muito mais.
As salinas são rodeadas por casas de madeira e o ar que se respira é maravilhoso. Campestre, traz saúde!
As casas de madeira servem para armazenar o sal mas, no passado, algumas também serviam de tabernas onde os marinheiros bebiam. Tudo o que consumiam ficava registado em tábuas de madeira que eram afixadas nas paredes da taberna para que devedores soubessem a quantas andavam e o proprietário mantivesse a contabilidade organizada.
Ouvi tantas histórias maravilhosas! Por exemplo, que quando os marinheiros com álcool a mais no sague caiam no poço não havia problema. Não se afogavam pois o sal na água é tanto que ficavam a boiar.
Claro que comprei vários saquinhos deste fortíssimo sal, vendido também com mistura de ervas aromáticas, umas indicadas para cozinhar peixe e outras, carne.
Uma tarde em que senti a nossa riquíssima História na pele. Um momento inesquecível.
“Passei e gostei!” e vou querer voltar.

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