Ser modelo e ator: uma viagem ao mundo da publicidade

Entre primos diretos, em segundo e terceiro grau, somos tantos que já perdi a conta. Há gordos, magros, altos, baixos, louros, morenos, simpáticos, antipáticos, carismáticos e nem por isso. O meu primo Rafael tinha 23 anos quando foi abordado numa estação de comboio por uma scouter. Perguntou-lhe se queria ser modelo. Com alguma resistência inicial, lá aceitou ouvir a olheira e, desde então, a sua vida mudou totalmente.

Depois de já ter participado em quase 50 anúncios nacionais e internacionais, tive curiosidade em perceber como era a sua vida, a vida de um modelo e ator na área da publicidade. Rafael Merlini aceitou levar-me, através da sua experiência e vivências, até ao outro lado dos ecrãs.

Poucos dias depois de ter conhecido aquela que viria a ser a sua agência, na na qual se mantém até hoje, estava a protagonizar a sua primeira campanha.

Há cinco anos que me habituei a ver o meu primo nos ecrãs. O seu percurso tem sido muito consistente e a verdade é que nunca se tornou um deslumbrado pela visibilidade. Considero a sua postura e as suas escolhas um excelente exemplo para os mais novos da família, nomeadamente o meu filho.

O Rafael é como eu, não gosta de rotina e, por isso, adora o que faz. Cada casting é único e já participou em castings mesmo muito diversificados. Desde laxantes a marcas de carros topo de gama. Tanto pode gravar muitos anúncios em apenas um mês como nenhum.

Tendo consciência desta imprevisibilidade e dos desafios da profissão, Rafael nunca descurou a sua carreira de arquiteto e o seu negócio de gestão de alojamento local. Ter os pés na terra é, na verdade, a característica que o tem permitido fazer um percurso tão bonito no mundo da publicidade.

Rafael explicou-me que a imagem é, obviamente, importante mas que rapidamente aprendeu que o sucesso vem do carisma, da atitude, das aptidões e conhecimentos. Saber tocar um instrumento, falar vários idiomas, praticar um determinado desporto, ser uma pessoa confiante, educada, segura, descontraída, bem consigo mesma, tudo isto é importante para se ser bem sucedido.


E não, não é necessariamente preciso ser bonito. Há muitas formas de beleza e, de acordo com a mensagem que se pretende passar, são essas características no modelo, ator ou figurante que importam.
Rafael não esquece também que é vital escolher uma agência responsável, credível, experiente e em quem possamos confiar, como é a sua.

Querer sempre aprender é também fundamental e, por isso, a convite de um canal televisivo, o Rafael está a investir em cursos de representação, enquanto ator.

O meu primo é muito trabalhador, mesmo muito. Os seus dias são intermináveis e é por isso que tenho tanto orgulho nele. Nunca se limitou a deitar-se à sombra de alguns atributos que a natureza lhe deu. Considero-o mesmo um excelente exemplo para o meu filho (que vai crescer e ser desafiado para muitas coisas, tal como todos nós já fomos, que nos podem desviar para caminhos mais fragilizantes).

Acima de tudo a publicidade procura pessoas marcantes, com características únicas. Não há pessoas velhas, feias, gordas. Todos nós temos a nossa própria beleza. O mercado tanto rejeita pessoas menos bonitas como pessoas lindas.

Sem nunca esquecer a sua formação académica e os seus negócios, sem nunca deixar de investir em formação que acrescente valor ao seu percurso enquanto modelo e ator, Rafael adora o mundo da Publicidade e lembra que é um trabalho que podemos fazer até aos 90 anos.

“Passei e Gostei!” tanto de conversar com Rafael Merlini. Tenho a certeza absoluta que há uma pessoa, que infelizmente já não podemos ver, estará mesmo muito orgulhoso do seu filho.

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