Os meus Galhos Felizes

Adoro fazer trabalhos manuais. Quando vi todas aquelas árvores queimadas e tombadas no chão do jardim da minha avó, por causa do trágico incêndio que afetou muitas vidas em Santa Comba Dão, decidi pegar num monte de galhos, trazê-los para Lisboa e transformá-los em galhos felizes.
Para os pequeninos da família foi um choque ver aquele cenário e, por isso, decidi converter aquele momento numa situação bonita e alegre. Prometi-lhes que íamos agarrar em todos aqueles “paus” (como diziam) e íamos transformá-los em coisas muito bonitas.
Já em casa, o meu filho dizia que era impossível transformar todos aqueles paus tortos e triste e que só estavam a sujar a varanda.
Entretanto, um dia chegou da escola a dizer que queria muito ir à Disneyland Paris. Queria saber quantas moedas teria que colocar no mealheiro para comprarmos a viagem. Disse-lhe que precisava de mil. Ficou muito preocupado. Como iria arranjar mil moedas rapidamente?
Vi ali uma grande oportunidade para lhe contar a História da Cigarra e da Formiga de uma outra forma. Lembrei-me dos galhos tortos que tínhamos trazido. Grande momento para lhes darmos um final feliz. E assim começámos, os dois, a criar decorações de Natal.

Aqui estão os nosso Galhos Felizes que, um dia, se vão transformar na viagem de sonho do meu filho. Mesmo que não consigamos vendê-los, transformá-los em dinheiro, já se transformaram em aprendizagens importantes. Já se transformaram em Galhos Felizes.
Porque a vida é isto mesmo. Todos os dias termos que optar por converter acontecimentos trágicos em coisas bonitas ou afundarmo-nos nas tristezas que não nos levam a nada.
Passei e gostei destes pensamentos para início de fim de semana.
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