Maceira: o paraíso esquecido de Portugal

Nem queria acreditar! Entre os nove e os 15 anos era lá que passava uns dias nas férias da Páscoa. Nunca mais lá tinha ido. Agora regressei com 41 anos. Estava praticamente tudo na mesma, tudo igual. O hotel, a paisagem, os sabores da comida, o cheio do ar… como se o tempo tivesse parado.

Por um lado é quase assustador ver a quantidade de casas à venda ou a morrer pelas estradas fora, por outro, é como se o tempo tivesse parado naquele recanto de Portugal.

Maceira é, para mim, essa estranha mistura de paragem no tempo, de regresso ao passado, com a sensação que estou num paraíso por descobrir e, por isso, me sinto grata por cada minuto que lá passo.


Não me apetecia vir embora. Aquele cheiro a algas secas pela praia fora, aquela paisagem relaxante, aquela areia grossa e mar gelado, a simpatia dos empregados do velho hotel… a confusão na piscina que faz o meu filho tão feliz, a comida tão reconfortante do restaurante O Pão Saloio, o sorriso e simpatia do Senhor Francisco, que tornou os nossos jantares tão mais felizes… o jovem António, surfista nas horas vagas e estudante universitário, que ia regando o escorrega para nos divertirmos e que, com tanta dedicação dava atenção às famílias… trago tão boas recordações, de novo.

Maceira. Terra de tanta qualidade. A começar pelas pessoas, pelas paisagens, pelo que a natureza oferece, pela gastronomia. Tão generosa com as suas águas doces e salgadas.

Em Maceira é impossível não ter o que fazer. Tanta abundância em termos de atividades, para adultos e crianças.

A cerca de uma hora de Lisboa há mesmo um paraíso por explorar onde pode fazer caminhadas pedestres, a cavalo, de bicicleta, de canoa, nadar no mar ou na piscina, brincar como uma criança com os seus filhos nos insufláveis, jogar mini-golf, saber tudo sobre os dinossauros por lá descobertos e muito, muito mais.

“Passei e Gostei!” ainda mais.

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