Mês das Migas em Mora

A primeira vez que visitei Mora foi em 2010. Nunca mais a larguei. Tornou-se minha e depois nossa, muitas vezes.
Ontem tive vontade de comer as maravilhosas Migas de Mora. Fevereiro é o mês delas.
Começámos por escolher o percurso mais longo para chegar a Mora. Era importante ir desligando da cidade aos poucos, com tempo, árvore a árvore, ninho a ninho, pedra a pedra.
Quanto ao Fluviário de Mora já muito se disse. Mas é impossível não visitá-lo. O meu filho faz sempre questão de ir cumprimentar os seus amigos de longa data.
A rã verde já lá não estava. Ficou um pouco triste e, por isso, no atelier lá pintei uma para lhe oferecer. Ele sabe que eu não sei desenhar. Riu-se e admirou o esforço. Todos rimos.

O tempo frio dava fome, muita fome. O próximo destino só podia ser o Restaurante Afonso. 65 anos de sucesso, casa cheia e a comida absolutamente deliciosa. Escolhemos migas de espargos com naco de novilho e um bom vinho. Refeição soberba. Tudo absolutamente de-li-ci-o-so!!!
Por todo o lado a Câmara Municipal de Mora tem o cuidado de nos dar a conhecer todos os restaurantes da região que servem Migas e, por isso, o leque de escolha é vasto e variado.

Muita gente nas ruas, música e muita festa. A RTP por lá andava. A emissão em direto deixava todos muito excitados e todos os artistas da terra tinham o seu tempo de antena.
Tinha que levar um bocadinho de Mora para casa e, para isso, bastou-me entrar na Alentejanícis.
Fomos recebidos com sorrisos e muito carinho. Que maravilha! Por ali fiquei, encantada.
Trouxe pão alentejano, doce de tomate de um produtor local, azeite maravilhoso, enchidos, queijo de cabra, doçaria regional, o maravilhoso Bolo Finto, empada de galinha caseira e bolo de cenoura com nozes.
Hoje o pequeno-almoço começou às 9h30 e a verdade é que ainda não terminou :).

Desta vez a visita foi a correr mas, mesmo assim, deu para encher a alma de Alentejo.
“Passei e Gostei!”, como sempre. 

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