As broas e folares da minha Páscoa

Páscoa é sinónimo de memórias, de cheiros, de sabores, de recordações, de tradições. A árvore da Páscoa (construída com desenhos feitos pelo meu filho) e a caça aos ovos, não podem faltar. As broas e folares da época, também não.

A recordação mais antiga que tenho, em termos de sabores, é a da maravilhosa Broa Doce de Santa Comba Dão. As que comia quando era pequena, eram de forno de lenha, feitas pela padeira que vivia mesmo junto à casa da minha avó. Com intenso sabor a carinho e canela.

A padeira já morreu e a padaria fechou mas a tradição mantém-se através da pastelaria do centro da cidade. O sabor é muito parecido ao de antigamente… e tão bom. Faz-se voltar à minha infância.

Créditos: Merlini Fotografia

Anos mais tarde, através de uma amiga, descobri o Folar de Vale de Ílhavo. Que maravilha! Tão, tão bom. Por aqui, passou também a fazer parte dos sabores da nossa Páscoa. Este é o folar preferido do meu filho.

Créditos: Litoral Magazine

Muito mais tarde, em 2011, graças ao pai do meu filho, descobri o Folar de Tavira. Fiquei fã e há oito anos que faz parte da nossa Páscoa. Tão diferente, um sabor absolutamente único, maravilhoso.

Créditos: Site Tavira Barrocal

Claro que nunca vou esquecer o folar dos folares, o que estava à minha mesa quando me apareceram os primeiros dentes. O folar que tenho mais saudades e o único que me faz viajar quarenta anos atrás, o Folar de Páscoa da Ilha de São Miguel, Açores.

Créditos: Food With a Meaning

Sempre que viajo, confesso que o que tenho mais saudades é do nosso pão, dos nossos folares, das nossas broas. Considero que é mesmo das maiores riquezas do nosso Portugal. Uma diversidade, um sabor e uma qualidade, absolutamente únicos e que devemos preservar.

“Passei e Gostei!” tanto das Páscoas da minha vida.

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