A pressa que atrasa as soluções. Para ler devagar

Estou tão feliz! O “Passei e Gostei!” está a crescer e conta agora com a participação de colaboradores convidados. Pessoas incríveis que este espaço me tem permitido conhecer.
O João Miguel Cunha é uma delas. Passou a seguir o blog e, aos poucos, permitiu que o conhecesse melhor.
Sim, este espaço é um organismo que fervilha de vida! Vida composta por pessoas fantásticas que estou a ter o privilégio de conhecer.
O João tem uma profissão maravilhosa e invulgar e, por isso, convidei-o para fazer parte deste meu cantinho. Nunca pensei que aceitasse mas, rapidamente, percebeu o quanto era importante para mim poder partilhar tudo aquilo que o João nos pode ensinar.
O João é formado em Ciências Psicológicas e a sua profissão é, resumidamente, ajudar os outros a pensar.
Duas vezes por mês vamos poder contar com os seus textos que, para mim, equivalem à sensação de parar e respirar fundo… e voltar a olhar para a mesma coisa noutra perspetiva.
O “Passei e Gostei!” está mais rico. Obrigada meu querido João Miguel Cunha pela tua generosidade.

A pressa que atrasa as soluções


Um dia acordei sobressaltado. Tinha uma reunião importante essa manhã e estava atrasado.
A metereologia em nada ajudou. Estava uma daquelas manhã em que é difícil perceber se estará um dia frio, quente, seco ou chuvoso. 
Consequentemente, o caos instala-se, com ele o bloqueio. O atraso para uma coisa importante, as tarefas matinais para fazer, a incapacidade de perceber se vestia t-shirt ou camisola, chapéu de chuva?! Era impossível chegar a horas.
Depois, parei! Fui à varanda, onde fiquei parado, sem nada fazer durante dois minutos.
Nesses dois minutos tudo ficou claro. Passado esses dois minutos sabia exatamente o que vestir, sabia exatamente o que fazer. A impossibilidade de chegar a horas, tornou-se numa chegada adiantado.
Em muitos momentos da vida pessoal, profissional ou institucional, passamos por episódios de bloqueio, onde um problema gera a ansiedade de produzir uma resposta. O nosso comportamento passa a ser alimentado pelo problema, ao invés de ser alimentado pela solução.
Se perdermos as chaves na rua, à noite, podemos andar ansiosamente à volta dos sítios iluminados durante muito tempo, por serem esses que a pressa convida a serem procurados. Mas podemos também, simplesmente parar, pensar onde é mais provável estar. E provavelmente, estarão num sítio não iluminado. Talvez assim, sem pressa, as encontremos mais depressa.
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