A mulher que faz a diferença na vida de muitas mulheres

Este blogue é positivo e aqui só entra energia boa, no entanto, graças a este espaço tenho conhecido muitas mulheres que acabam por me confessar que, em algum momento das suas vidas, foram vítimas de violência doméstica.
São tantos relatos que decidi convidar a Dra. Maria Farinha, Psicóloga Clínica, especializada no tema da “Violência no Namoro”
para escrever algumas palavras sobre o assunto.

Como nunca passei por esta situação, nunca sei bem o que dizer para ajudar quem desabafa. Mas nada melhor do que ouvir quem tem conhecimento, formação e ferramentas adequadas para o fazer:

Quando o amor e a violência se confundem: Violência psicológica nas relações dos adolescentes

“Eu tinha vergonha de contar aos meus pais. Gostava muito do X e não queria que eles  me impedissem de estar com ele.” Este é um dos vários testemunhos de uma paciente que vivenciou uma relação amorosa marcada pela violência psicológica.

As relações amorosas, habitualmente designadas por namoro, implicam um investimento de tempo e de energia e são por vezes entendidas de forma rígida, o que leva os adolescentes a submeterem-se a regras e normas, muitas vezes confundidas com atenção, cuidado, disponibilidade ou até mesmo amor.

É por essa razão que, facilmente, os adolescentes acreditam que o controlo, o ciúme, a humilhação e a ameaça são formas de amar e de ser amada(o).

E este pode ser o início de um percurso que se torna devastador e patológico e que tem como consequências, entre outras, a anorexia nervosa, o desinvestimento escolar, o desinvestimento relacional, a fobia social, a depressão, a ansiedade e, mais tarde, a violência conjugal.

Importa assim estar atento aos sinais, estabelecer limites, não concordar com tudo o que o(a) parceiro(a) quer e dizer não!  Não a um amor corrosivo e tóxico.

Nem sempre os adolescentes têm a capacidade de o fazer, não só porque criam relações de dependência, mas também pela ambivalência de afetos.

Importa pois que pais, figuras cuidadoras, familiares, amigos e professores estejam também atentos, sinalizem estes comportamentos desadequados e prestem auxílio, quer diretamente, quer através do recurso a profissionais de saúde. 

Maria Farinha – Psicóloga Clínica

Como Psicóloga Clínica, a área de atuação da Dra. Maria Farinha é bem mais abrangente. Há alguns anos que é a esta profissional que recorro quando por exemplo, na condição de mãe, surgem dúvidas na forma como estou a educar o meu filho.
Muito do meu sorriso e paz interior se deve a esta profissional maravilhosa.

Dra. Maria Farinha, Psicóloga Clínica

Nos próximos dias 31 de Maio e 1 de Junho a Dra. Maria Farinha vai ser uma das oradoras do 1º Seminário Internacional sobre Violência na Adolescência, no Auditório da Biblioteca de Marvila, em Lisboa.
A entrada é aberta ao público mas implica inscrição prévia.
Quem quiser inscrever-se poderá contactar a organização através do email mariafarinhapsicologia@gmail.com

“Passei e Gostei!” de ter conhecimento da realização deste evento e espero que ajude muitas portuguesas e portugueses para que deixemos um futuro melhor aos nossos filhos.

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